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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Morte do Soneto

MORTE DO SONETO



                                  Raimunda

Forma fixa, prisioneira de caprichos

Em ti a arte se reduz

Não mais que dez mais quatro

Para encerrar sombra e luz



Linhas decassílabas e pronto!

O sentimento em número se transforma

Tens que caber nessa seqüência

Pois obedeces a uma fixa forma



És clássica, estás no passado

Com o ourives que te torna

Uma jóia declarada



Em ânsia de fechar-se em quatro

Nos limites da forma estagnada

Morre o soneto...sufocado.



Junho/ 2005

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Antítese do vaso Grego

Raimunda


Lá em Maragogipinho,

Perto do mar,

Juntinho ao manguezal,

Um bando de gente

A laborar:

Panelas, jarros, burrinhos,

Castiçal, porta-moeda.

Muitos vasos de barro

Escuros, sujos, suados...

Tomam forma nos pés,

Sofrem o atrito das mãos

Calosas, humildes, humanas [...]

Tornam-se vasos do Recôncavo

Artesanais, caxixis: vasos.

Úteis ou não:

Vasos.

(Este poema é parte do livro Rio de Letras de autores Valencianos.)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Livro

Amanhã, dia 09/04/2010, será lançado o livro Rio de Letras, escrito por vários autores valencianos. Será no Centro de Cultura, às 19:00h.
Faço parte dessa publicação na modalidade poesia. É minha estreia no mundo dos escritores. Espero publicar um individualmente.