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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Antítese do vaso Grego

Raimunda


Lá em Maragogipinho,

Perto do mar,

Juntinho ao manguezal,

Um bando de gente

A laborar:

Panelas, jarros, burrinhos,

Castiçal, porta-moeda.

Muitos vasos de barro

Escuros, sujos, suados...

Tomam forma nos pés,

Sofrem o atrito das mãos

Calosas, humildes, humanas [...]

Tornam-se vasos do Recôncavo

Artesanais, caxixis: vasos.

Úteis ou não:

Vasos.

(Este poema é parte do livro Rio de Letras de autores Valencianos.)

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