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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Morte do Soneto

MORTE DO SONETO



                                  Raimunda

Forma fixa, prisioneira de caprichos

Em ti a arte se reduz

Não mais que dez mais quatro

Para encerrar sombra e luz



Linhas decassílabas e pronto!

O sentimento em número se transforma

Tens que caber nessa seqüência

Pois obedeces a uma fixa forma



És clássica, estás no passado

Com o ourives que te torna

Uma jóia declarada



Em ânsia de fechar-se em quatro

Nos limites da forma estagnada

Morre o soneto...sufocado.



Junho/ 2005

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